Algumas boas notícias chegaram à mídia recentemente. Respeitados economistas internacionais veem sinais de que a recuperação da economia mundial já pode ser vislumbrada. Ainda não é uma tendência consolidada. Mas, se confirmada, contraria avaliações iniciais de que o horizonte seria bem mais sombrio.
Outro indicador positivo são as análises, feitas também por economistas proeminentes, e corroboradas por organismos como o FMI, de que o Brasil reúne hoje condições para ser um dos primeiros países a sair da crise.
Embora tímidos, alguns números já apontam nesta direção. A Fiesp registrou a geração de 19 mil postos de trabalho no mês de abril. Trata-se de um indicador de que o nível de emprego em São Paulo caminha para a estabilização.
Todas essas notícias são particularmente alentadoras para o nosso setor. Sabemos que, em cenário de recuperação econômica, a nossa mão de obra é a primeira a ser chamada pelas empresas contratantes.
Isto ocorre principalmente porque se trata de um capital humano especializado em segmentos cada vez mais amplos e que, por sua capacitação, podem fazer frente aos desafios quando as empresas percebem indícios de recuperação nas vendas.
No Brasil de hoje, o contingente de trabalhadores que prestam serviços especializados é bem maior do que se imagina. Levantamento recente feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) constatou que mais da metade das indústrias brasileiras utilizam serviços terceirizados. E que nas de grande porte, a execução dos processos produtivos por trabalhadores terceirizados já alcança três quartos do total.
O significado desta realidade é claro: o serviço especializado prestado pelo trabalhador terceirizado atingiu um nível de produtividade compatível com o mercado internacional. Portanto, é fundamental a contribuição desses trabalhadores para o País ultrapassar a crise.
Por Jan Wiegerinck - Presidente do Sindeprestem |