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31/08/2017

Está desempregado? Veja 10 dicas para procurar emprego

 

Segundo especialistas, profissional não deve ter vergonha de falar que está sem trabalhar, mas 'atirar' para todos os lados não ajuda na recolocação.

 

O Brasil registrou 26,3 milhões de trabalhadores desempregados e subocupados no segundo trimestre, informou nesta quinta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de desemprego ter caído um pouco nos últimos meses, ainda há muita gente em busca de um trabalho no Brasil.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego).

Em tempos de concorrência alta, o que o profissional pode fazer para ser escolhido para uma vaga de trabalho?

Segundo especialistas em carreira e recursos humanos ouvidos pelo G1, o primeiro passo é mostrar que está disponível para o mercado de trabalho, ou seja, não ter vergonha de falar sobre o desemprego.

 

“A melhor forma é ser transparente. O profissional deve deixar claro a amigos, colegas, ex-parceiros de trabalho e familiares que está disponível para novas oportunidades. Profissionais de todos os níveis estão sujeitos à demissão e as razões não se limitam à baixa performance. Bons profissionais também podem ser dispensados devido a necessidades de ajustes na companhia e a algum momento desafiador do mercado”, afirma Fernando Mantovani, gerente geral da Robert Half.

Lucas Oggiam, gerente da Page Personnel, consultoria de recrutamento para cargos de nível técnico e suporte à gerência, indica que o profissional converse primeiramente com as pessoas mais próximas. “Ninguém é responsável por nossa recolocação, somos os principais interessados. Com isso, mostrar-se disponível e grato a ajuda de outros é muito importante”, diz.

 

 

Veja abaixo 10 dicas para conseguir emprego:

 

1) Networking e amigos

“O primeiro passo é comunicar a rede de contatos de que está disponível para novos desafios no mercado de trabalho. Depois, é hora de fazer um mapeamento para alinhar as expectativas pessoais à realidade”, indica Mantovani.

 

2) Não “atirar” para todo lado

Mandar currículo para todas as oportunidades que aparecem não é uma boa opção para quem está em busca de um emprego. “Os principais erros ao procurar emprego podem ser resumidos a enviar o mesmo currículo para uma série de vagas sem tomar o cuidado de verificar se possui as qualificações técnicas e comportamentais desejadas pelo empregador ou sem personalizar com palavras-chave que tenham relação com o anúncio”, diz Mantovani.

3) Currículo atualizado

É comum esquecer de atualizar o currículo ou não colocar a informação de um curso logo após a conclusão. Mas na hora em que se começa uma busca efetiva por um emprego, o profissional precisa deixar o documento atualizado com suas informações profissionais e, principalmente, de contato.

4) Autoconhecimento

“É preciso fazer uma análise sobre a oportunidade como um todo, incluindo afinidade com a vaga e a empresa em questão, além de chances de aprendizado e crescimento profissional”, diz Mantovani. Segundo ele, o salário não deve ser o principal fator na hora de procurar emprego.

5) Explicando a demissão

Segundo os especialistas, o profissional não precisa explicar os motivos de sua demissão no currículo, mas terá que falar sobre o assunto na entrevista. “A transparência sempre é o melhor caminho, seja honesto e verdadeiro. Porém, é importante ficar atento para não demonstrar em seu discurso tons de reclamação ou fofoca. Isso não é bem visto por recrutadores”, indica Oggiam.

6) Salário

De acordo com Oggiam, o profissional que está desempregado acaba perdendo uma parte do seu poder de negociação para uma nova oportunidade. “Com isso, mantenha-se aberto para oportunidades que em casos sejam cargos ou remuneração abaixo do que possuía anteriormente”, afirma.

“Outra dica é não mencionar o salário no currículo, porque se por um lado a informação te direciona para oportunidades desejadas, por outro pode te excluir de vagas interessantes”, diz Mantovani.

 

7) Flexibilidade para novos projetos e desafios

Segundo Oggiam, o profissional deve estar aberto a avaliar o que o mercado pode oferecer. “Existem ótimas oportunidades em projetos especializados com tempo de duração determinado. Elas podem se transformar em um emprego permanente ou preparar o profissional para outros trabalhos”, afirma.

 

8) Prepara-se para a entrevista

Pesquisar sobre a empresa é essencial para ter um bom desempenho na entrevista. O profissional deve conhecer a companhia e demonstrar interesse nela também, e não somente no cargo.O profissional deve “vender” suas realizações e resultados obtidos durante a carreira. “É importante, nesse momento da entrevista, destacar quais ações proativas contribuíram para que não se tornasse um profissional desatualizado, seja por meio de cursos on-line, palestras, workshops ou outras atividades”, diz Mantovani.

 

9) Ansiedade

Quem está procurando emprego fica aflito esperando respostas positivas ou negativas, mas o profissional não deve transferir isso para a pessoa que deveria dar o feedback. “Ficar desempregado nunca é fácil, e todos temos responsabilidades com as quais arcar. Porém, transferir nossa ansiedade em relação a uma recolocação para o recrutador ou indicação, não é uma atitude bem vista”, diz Oggiam.

 

10) Não desistir

Mesmo quando você receber um não, persista na busca pelo emprego. “Nunca é fácil falar sobre o assunto desemprego, é uma realidade que nos incomoda; porém, é algo que a vasta maioria já passou em algum momento da carreira – ou ainda irá passar. Portanto, não há motivo para vergonha”, ressalta Oggiam.

 

 

FONTE: G1

 
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