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27/06/2017

Com desemprego em alta, 6 em cada 10 jovens buscam profissões tradicionais, diz pesquisa

Com a chegada da recessão, estudo mostra que jovens se mostram mais interessados em plano de carreira e tempo na empresa.

evantamento sobre primeiro emprego realizado pela Vagas.com mostra que 59% dos jovens pesquisados imaginam-se daqui a cinco anos trabalhando em profissões tradicionais, como advogado, médico ou dentista. Outros 29%, se veem nas chamadas profissões do futuro, como desenvolvedor mobile ou brand digital, e 12% não sabem ou apontam outros tipos de carreira, como militar e turismo.

O estudo foi realizado de 3 a 10 de abril deste ano, por e-mail, para uma amostra da base de currículos cadastrados no portal de carreira Vagas.com.br, contemplando homens e mulheres, de 14 a 30 anos que nunca trabalharam e buscam oportunidades ou que estão em seu primeiro emprego. Os 682 respondentes são, em sua maioria, mulheres (64%), possuem idade média de 20 anos, solteiros (97%), cursam faculdade (52%) e moram com os pais/ parentes (89%).

“A crise e a falta de emprego estão impactando uma geração que não tinha lidado ainda com essas dificuldades. Essa geração que nasceu após 1980 passou por um período de grandes conquistas no mercado de trabalho aqui no Brasil, marcada especialmente por ampla oferta de vagas e salários em alta. Com a chegada da recessão, esses jovens tiveram de lidar com algo novo e repensar alguns conceitos. Os resultados dessa pesquisa mostram pela primeira vez um millennial mais conservador e menos propenso a constantes mudanças”, diz Rafael Urbano, coordenador da pesquisa na Vagas.com.

Plano de carreira e tempo na empresa

O levantamento identificou dos jovens o que eles e seus pais mais valorizam na carreira. A pesquisa mostra que os millennials dão mais valor que seus pais ao diálogo com todas as hierarquias da empresa (45% x 19%), plano de carreira (68% x 51%), valores da empresa (50% x 33%), promoção de cargos (45% x 29%), bônus (23% x 13%), benefícios (60% x 52%) e tempo de permanência na mesma empresa (45% x 39%). Houve “empate técnico” em outros assuntos, como estabilidade financeira (69%), salário (61% x 58%) e ambiente de trabalho tradicional (17% x 15%).

“Essa geração sempre foi marcada pelo baixo tempo de permanência em uma empresa e sem muita preocupação com a carreira. Esses dados apontam uma nova marca que até agora não havia sido revelada. Demostra que essa turma está preocupada com o desemprego e mais interessada em assuntos que tradicionalmente eram ligados aos pais, como plano de carreira e tempo na empresa. A crise está revelando novos valores dessa geração”, analisa Urbano.

Maioria quer trabalhar em bancos e multinacionais

De acordo com a pesquisa, os setores que mais seduzem os jovens são bancos (54%), roupas, calçados e acessórios (32%), lazer e eventos (28%), telecomunicações (28%), TI (27%), saúde (25%), serviços financeiros (25%), indústria de alimentos (19%), hotelaria e restaurantes (19%) e setor de educação (18%).

Pelo porte da empresa, a atração foi destacada pelas multinacionais (75%), seguido por médias empresas (67%), pequenas empresas (41%), microempresas (23%) e startups e fintechs (15%).

Qualificação é o maior desafio

Quando questionados sobre os principais desafios na busca pelo primeiro emprego, 61% informaram que é ter a qualificação esperada pelas empresas. Para 45%, é concorrer com outros candidatos mais qualificados. Em 40% das respostas, estar preparado para entrevistas é o principal desafio. O desafio de preparar o currículo foi apontado por 23%, seguido por ter clareza no que está buscando e fazer contato com profissionais para sondagens (19%). Estar animado, motivado e confiante representa 18% e outras menções, 2%.

Três em cada quatro jovens (76%) disseram que não receberam proposta de emprego nos últimos três meses. Entre as dificuldades apontadas para conseguir um trabalho, 67% disseram que não possuem a experiência profissional exigida. Para 30%, a existência de muitos candidatos por vaga é grande dificuldade. Em 21% das situações, não há vagas com o perfil solicitado. As empresas estão exigindo qualificações que eu não possuo foi mencionado por 18% dos respondentes e 4% não enfrentam dificuldades na busca.

Para aumentar as chances de colocação no mercado de trabalho, 88% dos respondentes disseram que estão fazendo algo. Desse total, 60% responderam que estão cadastrando currículos em sites de emprego, 51% fazendo matrícula ou estão matriculados em um curso, 36% estudando por conta própria, 8% networking e 1% fez outras menções (não sabem o que fazer ainda, estão pensativos, etc)

Principais objetivos

O estudo mostra que 53% dos respondentes apontam que pretendem começar a se sustentar ao conseguir um emprego. Aprender e melhorar os conhecimentos foi apontado por 32%. Pagar a faculdade e ajudar os pais foram apontados por 6%. Em 4% das respostas, para se sentir útil. Meus pais/responsáveis não me sustentam representa 2% das respostas e exigência da faculdade é o principal motivo para 2%, seguido de minha família faz pressão para procurar trabalho (1%).

Outro aspecto abordado no levantamento foi entender o que esse millennial busca no trabalho: 54% estão abertos a qualquer emprego, 38% querem trabalhar com algo que gostem e 28% buscam atuar com algo específico.

 

FONTE: G1

 
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